Resistirão os livros às tecnologias digitais

Segundo o especialista francês em história da leitura, Roger Chartier, o fim dos livros e a diminuição dos hábitos de leitura será difícil.

Numa entrevista a Cristina Zahar, jornalista da revista Nova Escola, Chartier considera a Internet como uma poderosa aliada para a cultura escrita, uma vez que as novas tecnologias despertaram o interesse pela escrita e pela leitura. Nunca se leu tanto como hoje, embora textos simples postos nas redes sociais para manter uma escrita periódica.

Mas ler um livro não é a mesma coisa que navegar pela Internet,  conforme refere Chartier na entrevista: “um romance se lê de forma reflexiva. E isso é muito diferente de pular de uma informação a outra, como fazemos num site” .

Fica a reflexão: será que os livros têm os dias contados!

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Bibliotecas 2.0: a Biblioteca Municipal de Muskiz

As novas tecnologias de informação e a Web. 2.0, têm gerado um grande impacto nos serviços oferecidos pela Internet e na forma como recebemos e tratamos a informação.

Neste contexto, a Biblioteca Municipal de Muskiz (Espanha) disponibilizou alguns vídeos que demonstram a aplicação de algumas ferramentas que podem ser utilizadas pelas bibliotecas, tais como: RSS, Delicious e Flirk. Como é referido, a grande vantagem de utilização dessas ferramentas por parte dos utilizadores é a seguinte: o RSS permite consultar as últimas novidades da biblioteca sem necessidade de entrar na Web; o Delicious é um programa utilizado para classificar os links e as “tags” ou “etiquetas” das páginas consultadas; e o Flirck é um sistema de gestão e partilha de fotografias. Na mesma página são ainda referidas outras ferramentas utilizadas pela Biblioteca Municipal de Muskiz, tais como o Netvibes e a extensão Opensearchfox.

Estes vídeos são bastante úteis, pois permitem aos utilizadores compreender quais as potencialidades dessas novas ferramentas e como as podem utilizar.

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Conversas com bibliotecários

No canal do YouTube da Allen County Public Library está disponível uma colecção bastante interessante – a Conversation series – onde vários profissionais de ciências da informação e da documentação falam sobre o futuro das bibliotecas, sobre as tecnologia de informação e o papel dos bibliotecários.

Neste vídeo, Michael Stephens destaca, entre outras coisas, a importância das pessoas que trabalham nas bibliotecas:

“[…] The most important thing libraries have is the staff, the people that do the work. Sometimes we lose sight of that for different reasons, we lose sight of it because we have technolust and we just want all the coolest computer stuff because that’s what we think makes the library, the library. That’s wrong! It’s the folks and it’s the human connections. […]”

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Dispositivos móveis: o que compreendemos?

Através do blogue Ler ebooks fiquei a saber que, numa altura em que tanto se fala no acesso a conteúdos através de dispositivos móveis (telemóveis, tablets, ereaders…), Jakob Nielsen chama a atenção para um estudo da Universidade de Alberta que chegou à conclusão de que a capacidade de compreensão da informação está directamente relacionada com a dimensão do ecrã do dispositivo de leitura:

  • Ecrã de computador convencional: 39.18% de compreensão;
  • Ecrã de um telemóvel tipo iPhone: 18.93% de compreensão.

Para os profissionais de ciências da informação e da documentação (CID), como organizadores, gestores e criadores de conteúdos impressos e electrónicos, é importante reflectir sobre as questões que este estudo levanta. Como se pode constatar pelas percentagens, e como Nielsen também refere, a compreensão de informação lida através de um ecrã de computador não é, de todo, elevada, pois não chega sequer a 50%, quanto mais num ecrã de dimensões reduzidas. A esta constatação podemos acrescentar a importância da Internet na sociedade contemporânea. Quererá isto dizer que estamos apenas a compreender x% ou y% do que nos rodeia (digitalmente falando), dependendo do tipo de ecrã que utilizamos?! Não querendo ser redutora, nem simplista, apenas gostaria de lançar algumas questões no âmbito das CID:

  • Será que estamos a transmitir, disponibilizar e organizar a informação na Internet da melhor forma, nos nossos sítios web institucionais, por exemplo,  ou teremos de reformular essa forma?
  • Que aspectos devemos ter em atenção na construção e disponibilização de conteúdos para dispositivos móveis, por exemplo, no desenvolvimento de uma versão do OPAC ou na construção de uma versão light do sítio web da nossa instituição?

Para terminar sugiro a consulta da apresentação do colega Pedro Príncipe que já aborda algumas destas questões.

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O que fazer com a informação?

“A questão central, hoje em dia, já não é o acesso à informação mas sim, o que fazer com a informação? Que pergunta fazer a esta informação hoje omnipresente? E saber colocar uma pergunta a um estoque de informações requer, previamente, uma competência. É por isso que os discursos que confundem o acesso à informação e a competência necessária para saber utilizar a informação são enganadores.” (WOLTON, 1999, p. 305)

O sociólogo Dominique Wolton, numa das suas obras mais conhecidas, reflecte sobre o processo comunicacional e em tudo o que a ele está associado.

É interessante constatar que no capítulo relativo ao espaço mediático constituído pela Internet, o autor questione a legitimidade de quem pode e deve zelar pela gestão da informação que diariamente é inserida na Web. Da aparente desorganização evidenciada, propõe uma solução que passa pela atribuição dessas funções a profissionais com formação especializada. Apelando, por um lado, a quem tem competências para o fazer e, por outro, ao papel desses intermediários da informação tendo em conta este novo espaço comunicacional.

“A ideia de um acesso directo, sem a ajuda de um especialista, ou seja, sem o saber do documentalista, é uma ilusão. Quanto mais numerosas e complexas são as mensagens, mais necessários se tornam os intermediários. […] Nos anos vindouros, o ofício de documentalista será essencial, à medida do volume de informações e de conhecimentos ao qual é possível aceder. Um dos paradoxos desta situação de «comunicação directa» será, sem dúvida, revalorizar o papel desses intermediários de que pensava poder libertar-se”. (WOLTON, 1999, p. 306)

Seja como for, é caso para dizer: que a profecia se concretize!

WOLTON, Dominique (1999) – Pensar a comunicação. Algés : Difel.

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Revisão e actualização do Euro-Referencial I-D

No âmbito da criação do Grupo Nacional Euroguide para a revisão e actualização do Euro-Referencial I-D, a INCITE criou uma plataforma que permite uma maior agilidade no registo das contribuições que integrarão o projecto português de revisão e actualização do euro-referencial.
Quem quiser contribuir com sugestões pode registar-se em: http://meyriat.net

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Catalogadores para o século 21

A nossa colega Lynne Dyer (Bibliographic Services Manager, De Monfort University) postou no blogue High Visibility Cataloguing um artigo sobre o papel do catalogador no século 21.
Nesse artigo, intitulado The role of the cataloguer in the 21st century, para além de enumerar o conjunto das razões que implicam a mudança do papel tradicional do catalogador, apresenta, também, uma lista de sugestões e de novas competências que estes profissionais devem ter em conta. Salienta ainda, em jeito de conclusão, uma lista de dicas de sobrevivência para o catalogador.

Na conclusão do artigo pode ler-se o seguinte:
“… being able to develop skills in these areas will ensure that you are a highly-skilled, valuable employee for any institution”.

Estaremos, como a autora refere, preparados?

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