Dispositivos móveis: o que compreendemos?

Através do blogue Ler ebooks fiquei a saber que, numa altura em que tanto se fala no acesso a conteúdos através de dispositivos móveis (telemóveis, tablets, ereaders…), Jakob Nielsen chama a atenção para um estudo da Universidade de Alberta que chegou à conclusão de que a capacidade de compreensão da informação está directamente relacionada com a dimensão do ecrã do dispositivo de leitura:

  • Ecrã de computador convencional: 39.18% de compreensão;
  • Ecrã de um telemóvel tipo iPhone: 18.93% de compreensão.

Para os profissionais de ciências da informação e da documentação (CID), como organizadores, gestores e criadores de conteúdos impressos e electrónicos, é importante reflectir sobre as questões que este estudo levanta. Como se pode constatar pelas percentagens, e como Nielsen também refere, a compreensão de informação lida através de um ecrã de computador não é, de todo, elevada, pois não chega sequer a 50%, quanto mais num ecrã de dimensões reduzidas. A esta constatação podemos acrescentar a importância da Internet na sociedade contemporânea. Quererá isto dizer que estamos apenas a compreender x% ou y% do que nos rodeia (digitalmente falando), dependendo do tipo de ecrã que utilizamos?! Não querendo ser redutora, nem simplista, apenas gostaria de lançar algumas questões no âmbito das CID:

  • Será que estamos a transmitir, disponibilizar e organizar a informação na Internet da melhor forma, nos nossos sítios web institucionais, por exemplo,  ou teremos de reformular essa forma?
  • Que aspectos devemos ter em atenção na construção e disponibilização de conteúdos para dispositivos móveis, por exemplo, no desenvolvimento de uma versão do OPAC ou na construção de uma versão light do sítio web da nossa instituição?

Para terminar sugiro a consulta da apresentação do colega Pedro Príncipe que já aborda algumas destas questões.

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O que fazer com a informação?

“A questão central, hoje em dia, já não é o acesso à informação mas sim, o que fazer com a informação? Que pergunta fazer a esta informação hoje omnipresente? E saber colocar uma pergunta a um estoque de informações requer, previamente, uma competência. É por isso que os discursos que confundem o acesso à informação e a competência necessária para saber utilizar a informação são enganadores.” (WOLTON, 1999, p. 305)

O sociólogo Dominique Wolton, numa das suas obras mais conhecidas, reflecte sobre o processo comunicacional e em tudo o que a ele está associado.

É interessante constatar que no capítulo relativo ao espaço mediático constituído pela Internet, o autor questione a legitimidade de quem pode e deve zelar pela gestão da informação que diariamente é inserida na Web. Da aparente desorganização evidenciada, propõe uma solução que passa pela atribuição dessas funções a profissionais com formação especializada. Apelando, por um lado, a quem tem competências para o fazer e, por outro, ao papel desses intermediários da informação tendo em conta este novo espaço comunicacional.

“A ideia de um acesso directo, sem a ajuda de um especialista, ou seja, sem o saber do documentalista, é uma ilusão. Quanto mais numerosas e complexas são as mensagens, mais necessários se tornam os intermediários. […] Nos anos vindouros, o ofício de documentalista será essencial, à medida do volume de informações e de conhecimentos ao qual é possível aceder. Um dos paradoxos desta situação de «comunicação directa» será, sem dúvida, revalorizar o papel desses intermediários de que pensava poder libertar-se”. (WOLTON, 1999, p. 306)

Seja como for, é caso para dizer: que a profecia se concretize!

WOLTON, Dominique (1999) – Pensar a comunicação. Algés : Difel.

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Revisão e actualização do Euro-Referencial I-D

No âmbito da criação do Grupo Nacional Euroguide para a revisão e actualização do Euro-Referencial I-D, a INCITE criou uma plataforma que permite uma maior agilidade no registo das contribuições que integrarão o projecto português de revisão e actualização do euro-referencial.
Quem quiser contribuir com sugestões pode registar-se em: http://meyriat.net

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Catalogadores para o século 21

A nossa colega Lynne Dyer (Bibliographic Services Manager, De Monfort University) postou no blogue High Visibility Cataloguing um artigo sobre o papel do catalogador no século 21.
Nesse artigo, intitulado The role of the cataloguer in the 21st century, para além de enumerar o conjunto das razões que implicam a mudança do papel tradicional do catalogador, apresenta, também, uma lista de sugestões e de novas competências que estes profissionais devem ter em conta. Salienta ainda, em jeito de conclusão, uma lista de dicas de sobrevivência para o catalogador.

Na conclusão do artigo pode ler-se o seguinte:
“… being able to develop skills in these areas will ensure that you are a highly-skilled, valuable employee for any institution”.

Estaremos, como a autora refere, preparados?

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Mediateca em blogue

A Mediateca da Universidade Lusíada de Lisboa, tendo em conta o desenvolvimento exponencial das redes sociais enquanto principal veículo de comunicação na Internet, resolveu criar um blogue que sirva de fórum de discussão e de reflexão sobre as ciências da informação e da documentação (CID). Pretende, por isso, comunicar prioritariamente com e para todos os profissionais e interessados nas áreas de CID, aceitando e promovendo o livre confronto e exposição de ideias.

Neste contexto, o blogue i’mediateca_lusíada será um meio de comunicação privilegiado para os profissionais de CID e funcionará como canal aberto de informação e discussão a todos os que manifestem interesse em participar.

De acordo com CARDOSO (1998, p. 2):
“Não existem fronteiras geográficas para as comunidades virtuais, pelo que os seus participantes se podem localizar em qualquer parte do mundo, sendo apenas condição necessária, para a participação, a utilização de uma máquina com acesso à Internet.”

CARDOSO, Gustavo (1998) – Para uma sociologia do ciberespaço : comunidades virtuais em português. Oeiras : Celta.

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